• Prefeitura de Lagoa Real - Atendimento dás 08:00 às 17:00
  • adm.lagoareal.ba@gmail.com
  • (77) 3477-1091

Vaquejada Lagoa Real

A Vaquejada e Missa do Vaqueiro de Lagoa Real – BA

 A Missa do Vaqueiro e Vaquejada de Lagoa Real – BA é uma festa tradicional da cidade, de grande notoriedade no Sudoeste Baiano, que ocorre sempre no primeiro final de semana do mês de junho. São três dias de festa, marcados por grandes atrações culturais e artísticas, de renomes nacionais e regionais, que abrilhantam este importante evento, como: Elba Ramalho, Dominguinhos (In Memoriam), Zito Barbosa (In Memoriam), Canindé, Milionário & José Rico, Sérgio Reis, Rick & Renner, Sivuca, entre tantos outros que já passaram pela arena do Parque de Vaquejada de Lagoa Real, trazendo alegria e muita animação à numerosa multidão, de toda região e até de outros Estados do Brasil.

 Vaquejada – como tudo começou

 Fundada no ano de 1991 por um grupo de amigos unidos por um mesmo sentimento de paixão pelo esporte, entre eles, Pedro Cardoso, Dedé Sergipano e Edgar Mão Branca, e demais colaboradores. O vaqueiro Dedé Sergipano propagou este legado de sua terra natal, Estado de Sergipe, onde a prática desportiva e recreativa já era amplamente difundida. Apaixonado nato pelo esporte, sempre realizava corridas de mourão em sua propriedade no Município de Lagoa Real – BA, sendo consideradas as premissas do esporte naquela região. Posteriormente, foi então planejada, de forma improvisada, uma pequena arena às margens da lagoa da cidade, onde os vaqueiros podiam “derrubar o boi”. Tamanho foi o seu sucesso e repercussão em toda região, que foi organizada uma equipe para planejar a festa do ano seguinte, sendo uma prévia do que mais tarde se tornaria a famosa Festa do Vaqueiro de Lagoa Real – BA. Com o aumento do público e o destaque que a festa foi tomando em toda região, o então Prefeito e sua equipe de trabalho construíram o Parque de Vaquejada de Lagoa Real, espaço amplo e acolhedor, sendo denominado Parque do Vaqueiro.

A primeira edição da Vaquejada de Lagoa Real – BA aconteceu no ano de 1991, marcada por sua emancipação política e inauguração do Parque do Vaqueiro. A partir desta data, a festa foi sendo consolidada, alcançando uma enorme projeção que a tornou uma verdadeira tradição, atribuindo ao Município o título de “Terra da Vaquejada”.

A Missa do Vaqueiro

A Missa do Vaqueiro de Lagoa Real – BA é a maior manifestação cultural e religiosa de tradição do povo lagoarealense. Tudo começou no ano de 1991, quando o então Prefeito do recém-criado Município, Sr. Pedro Cardoso Castro, após ampliar o Posto de Saúde e nomear-lhe de Dr. Jairo Pontes, em tributo ao ilustre médico que falecera precocemente, decide celebrar uma Missa em Ação de Graças pela alma saudosa do referido profissional da saúde. Por ser este ligado aos vaqueiros, amantes de cavalgadas e vaquejadas, a celebração da Missa foi também extensiva em homenagem aos vaqueiros, sendo realizada em frente à Igreja Matriz, proporcionando um momento de profunda alegria a todos os presentes.

Ressalta-se a importância da participação, contribuição e apoio incontestável de pessoas muito importantes da comunidade para a fundação desse evento cultural, como: Abelardo Cardoso, Seu Nen, Fidelcino Cardoso, Monsenhor Osvaldo, Doquinha de Filadelfo, dentre outros.

Atualmente, a Missa do Vaqueiro ocorre ao domingo de manhã, na data da festa, marcada por desfile cívico de cavaleiros e vaqueiros encourados com trajes de chapéu, perneira e gibão, em honra a cultura sertaneja nordestina. A grande concentração de vaqueiros ganha as ruas do Município, ao som de aboios e toadas e segue em procissão com destino ao Parque de Vaquejada para celebração da tradicional Missa do Vaqueiro, que reúnem os devotos para agradecer com fé as bênçãos alcançadas e rogar por proteção divina. Esta gratidão é demonstrada em ato simbólico, na hora do ofertório. No altar, são oferecidos objetos que fazem parte da vida do sertanejo. É um momento de grande emoção, onde é apresentado o trabalho, a lida no campo, a dor, a alegria e a fé do sertanejo. Tudo isso se transforma em poesia nos versos dos repentistas. Com tantos rituais e manifestações de fé, essa tradição deve ser preservada para as futuras gerações, valorizando a cultura do povo desta região.

“A nossa comunidade é valente e determinada naquilo que se pega pra fazer. Parabéns povo guerreiro de Lagoa Real!”  (Pedro Cardoso Castro).